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    MOV.CAPITÃES / MFA - CONSPIRAÇÃO / Acção Gen. Spínola [De 1973-04-25 a 1976-04-25]
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Vice-Chefe do Estado-Maior General
Tomada de posse do General António de Spínola como Vice-Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. Recebido por Marcelo Caetano, António de Spínola informa-o da próxima publicação de um livro sobre a situação do Ultramar.


1974 
Janeiro, 14 
 

 
Movimentações de ex-milicianos.
António de Spínola recebe uma delegação de oficiais do Quadro Permanente oriundos de milicianos, composta por Alberto Ferreira, Andrade Moura, Pais de Faria e Armando Ramos. Assiste também António Ramos, ajudante de campo de António de Spínola. Ao mesmo tempo que solicitam a António de Spínola que defenda a sua causa junto do governo, fazem-lhe entrega de um documento assinado por cerca de duas centenas de oficiais que o mandatava para tratar dos seus problemas profissionais. António de Spínola sugere-lhes que tentem um entendimento com os oficiais oriundos de cadetes.


1974 
Janeiro, 20 
 

 
Movimento dos Capitães. Acontecimentos em Moçambique.
Encontro de António de Spínola com Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Lourenço, em que estes o informam dos acontecimentos de Moçambique e da indignação que suscitaram em muitos oficiais. Revelam-lhe também a intenção de difundir uma circular sobre o caso. António de Spínola adverte-os sem, no entanto, se opor.


1974 
Janeiro, 22 
 

 
Forças Armadas. Ex-Milicianos.
Audiência de Spínola a uma comissão mista de oficiais oriundos do Quadro de Complemento e do Quadro Especial de Oficiais.


1974 
Janeiro, 30 
 

 
Portugal e o Futuro.
Portugal e o Futuro - António de Spínola entrega um exemplar do seu livro, Portugal e o Futuro, com dedicatória a Marcelo Caetano.


1974 
Fevereiro, 18 
 

 
Portugal e o Futuro.
António de Spínola publica o livro Portugal e o Futuro. Nele se afirma: jamais a essência da Nação, a segurança física e o bem-estar material e social de tantos dos seus cidadãos estiveram em tão grave risco como o estão no presente». Venderam-se. em poucos meses. cerca de trezentos e cinquenta mil exemplares


1974 
Fevereiro, 22 
 

 
Documento Spinolista.
Um grupo de oficiais do Movimento, com ligações a António de Spínola, põe a circular, para recolha de assinaturas, uma declaração de apoio «ao chefe militar que em linguagem de verdade e com grande patriotismo expôs a situação do Ultramar, e hoje ocupa a alta função de Vice-Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, General António de Spínola».


1974 
Março, 5 
 

 
Reunião Oficiais Spinolistas.
Reunião de um grupo de oficiais do Movimento ligados a António de Spínola, com a finalidade de ultimar os preparativos de uma acção militar contra o regime.


1974 
Março, 9 
 

 
Acção Spinolista.
Otelo Saraiva de Carvalho encontra-se com António Ramos, ajudante-de-campo de António de Spínola, a pedido deste último. É sugerido a Otelo Saraiva de Carvalho que o Movimento adopte uma posição de protesto contra a cerimónia de solidariedade dos oficiais-generais para com o Governo, prevista para o dia 14 de Março,


1974 
Março, 11 
 

 
Brigada do Reumático.
Marcelo Caetano recebe Costa Gomes e António de Spínola, que lhe vão dar conta das razões por que não iriam comparecer à cerimónia do dia seguinte. Marcelo Caetano informa-os de que «nesse caso seriam destituídos».


1974 
Março, 13 
 

 
Pronunciamento das Caldas.
O capitão Virgílio Varela, do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, informa Casanova Ferreira que, caso a Comissão Coordenadora do Movimento não reaja à demissão dos dois generais, ele sairá sozinho com a sua unidade. Casanova Ferreira tenta convencê-lo a adiar a acção, mas Virgílio Varela não desmobiliza o seu pessoal e decide mantê-lo em «estado de prontidão».


1974 
Março, 14 
 

 
Acção Spinolista.
Reunião de Spínola com alguns oficiais da sua confiança, em que se planeiam as acções futuras do movimento e em que é referido o dia 19 de Março como a data do golpe.


1974 
Março, 15 
 

 
Pronunciamento das Caldas.
Os capitães do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, tomam o comando do Quartel e de madrugada avançam sobre Lisboa, sob o comando do capitão Armando Ramos. É a única unidade a sair, numa acção descoordenada e na sequência da qual são presos cerca de duzentos militares, entre os quais Almeida Bruno, Manuel Monge, Casanova Ferreira, Armando Ramos e Virgílio Varela.


1974 
Março, 16 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
Carlos Morais apresenta a António de Spínola, por solicitação de Otelo Saraiva de Carvalho, o projecto de Programa do Movimento. Solicita-lhe ainda a indicação de dois oficiais generais para o futuro Directório Militar. António de Spínola introduz algumas alterações, entre as quais a da constituição de um Governo Militar para cumprimento do Programa. Quanto aos generais, António de Spínola sugere Diogo Neto e Jaime Silvério Marques


1974 
Abril, 7 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
Carlos Morais contacta de novo António de Spínola, a quem entrega a segunda versão do Programa do Movimento, já com as suas sugestões, com excepção da constituição de um Governo Militar. Informa ainda que é intenção do Movimento, em caso de vitória, entregar a Presidência da República a Costa Gomes e a António de Spínola a chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas


1974 
Abril, 13 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
António de Spínola procura Costa Gomes na sua residência para o informar dos contactos tidos com o Movimento. Fala-lhe do Programa e da sua intenção de o substituir por dois outros documentos mais adequados. Costa Gomes recusa envolver-se mas acaba por ler os documentos. Aconselha, porém, António de Spínola a não se comprometer com o Movimento, o qual, na sua perspectiva, deveria ser desencadeado a partir do Ultramar.


1974 
Abril, 14 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
Encontro de António de Spínola com Carlos Morais, a quem entrega o Programa Político com ligeiras alterações, bem como os dois novos documentos e ainda um gráfico com o escalonamento, por fases, do desenvolvimento do processo político e um organograma dos órgãos de Estado. Nesse organograma encontram-se no mesmo plano hierárquico o primeiro-ministro e o CEMGFA, como resultado de uma total separação dos poderes político e militar.


1974 
Abril, 14 
 


31 de Outubro de 2014
 

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