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I Congresso dos Combatentes do Ultramar
Texto: Vasco Lourenço

1 a 3 de Junho de 1973

A contestação aos objectivos pretendidos deve ser considerada como o “lançamento” da conspiração que levou ao 25 de Abril.


O poder político organizou um congresso de combatentes do Ultramar com a finalidade de fazer aprovar o conceito de que a solução da Guerra do Ultramar é militar, há que reforçar o esforço de guerra.
Essa atitude levou um grupo de militares ligados ao general Spínola (Carlos Fabião, Ramalho Eanes, Firmino Miguel e Dias de Lima), que desde a sua passagem pela Guiné, vinha discutindo a questão da Guerra Colonial, defendendo que a solução da mesma era de natureza política, a mobilizar os militares dos quadros permanentes para comparecerem no Congresso e defenderem estas ideias. Isso levou Sá Viana Rebelo, ministro do Exército, a proibir a participação dos oficiais no activo. Esta decisão levou os contestatários a recolher assinaturas para, por telegrama, anularem os objectivos do Congresso. Com total sucesso, pois ao enviarem e difundirem um telegrama subscrito por mais de 400 oficiais dos quadros permanentes onde afirmavam não reconhecer qualquer decisão que fosse aprovada no Congresso, esvaziaram completamente o mesmo. De referir a entrada de Vasco Lourenço(#)o processo de angariação de assinaturas.
Quanto aos promotores do Congresso, de referir que a lista dos participantes seria utilizada, no pós-25 de Abril, para o seu enquadramento nos partidos Liberal e do Progresso, vindo a ser destacados activistas na preparação da manifestação da “Maioria Silenciosa”, em 28 de Setembro de 1974, e nas movimentações anticomunistas do Verão de 1975.
Esta manifestação militar teve importância fundamental na acção que levaria ao 25 de Abril. Com efeito, conscientes da sua força e da fraqueza do Poder obtiveram, em pouco tempo, mais de 400 adesões, em manifestação pública e não sofreram quaisquer represálias. Os militares iniciaram um ciclo de reuniões, tentando descobrir como aproveitar a sua força, para atingir os objectivos que preconizavam. E, como previu Ramalho Eanes, quando afirmou no seio do grupo coordenador que: "isto não pára mais, pois apareceu aí o Vasco Lourenço(#)ue tomou conta disto e não deixa que pare" (informação prestada por Carlos Fabião), a movimentação não parou mais.
 

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31 de Agosto de 2014
 

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