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Estado Novo - Congresso dos Combatentes.
Realizaram-se várias iniciativas no âmbito do Congresso entre elas uma Missa e um almoço de ex-combatentes.


1973 
Junho, 2 
 

 
Forças Armadas. Legislação Estado Novo.
Decreto-Lei 353/73, aprovado por Sá Viana Rebelo, ministro do Exército, que procurava fazer face à escassez de capitães dos quadros permanentes. Funcionou como verdadeiro detonador para a contestação que, após rápida e profunda evolução, levaria ao 25 de Abril de 1974.


1973 
Julho, 13 
 

 
Movimento dos Capitães.
Primeiro acto de contestação ao Decreto-Lei 353/73


1973 
Julho, 17 
 

 
Movimento dos Capitães. Guiné.
Reune-se pela primeira vez em Bissau um núcleo de oficiais que seria o embrião do MFA Guiné.


1973 
Julho, 29 
 

 
Forças Armadas. Legislação Estado Novo.
Anúncio em Mafra, de recuo do Ministro do Exército, Sá Viana Rebelo, em relação ao Decreto-Lei 353/73.


1973 
Agosto, 14 
 

 
Forças Armadas. Legislação Estado Novo.
É publicado o Decreto-Lei 409/73, que altera dois artigos do Decreto-Lei 353/73. Ficam isentos do regime geral os oficiais superiores, mas mantêm-se por ele abrangidos os capitães e subalternos.


1973 
Agosto, 20 
 

 
Movimento dos Capitães.
Primeira reunião que levaria à criação do "Movimento dos Capitães".


1973 
Agosto, 21 
 

 
Movimento dos Capitães. Guiné.
Numa segunda reunião (a primeira em 18/08/73) alguns oficiais em serviço na Guiné aprovam o teor da exposição a contestar o Decreto-Lei 353/73) a enviar às mais altas entidades das Forças Armadas, nomedamente do Exército e ainda ao Ministro da Educação.


1973 
Agosto, 21 
 

 
Movimento dos Capitães. Guiné.
51 oficiais do Quadro Permanente (45 capitães e 6 de patentes mais baixas), em serviço na Guiné, dirigem ao Presidente da República, ao Presidente do Conselho e aos Ministros da Defesa Nacional e do Exército e da Educação Nacional, e ainda ao Secretário de Estado do Exército, uma exposição. Entre os nomes que assinam o documento figuram Manuel Monge, Jorge Golias, Salgueiro Maia, Matos Gomes, Duran Clemente e Otelo Saraiva de Carvalho.


1973 
Agosto, 28 
 

 
Reunião de Évora.
Em Monte Sobral, Alcáçovas, numa herdade, 136 capitães assinam um documento dirigido ao Presidente do Conselho, com conhecimento ao Presidente da República, para posteriormente ser posto a circular para recolha de assinaturas.


1973 
Setembro, 9 
 

 
Movimento dos Capitães. Pedidos de Demissão.
Início da assinatura de um pedido de demissão de oficial do Exército por parte dos oficiais abrangidos pelos decretos 353/73 e 409/73 que ficaram em posse de uma comissão coordenadora provisória.


1973 
Outubro, 6 
 

 
Movimento dos Capitães. Reuniões.
Reunião quadripartida do Movimento nas casas dos Capitães Rui Rodrigues, Mendonça Frazão, Ribeiro da Silva e Diniz de Almeida. Estão presentes delegados da quase totalidade das unidades e estabelecimentos militares, bem como da oficialidade em serviço em Angola, Moçambique e Guiné. Presentes ainda, pela primeira vez e como observadores, representantes da Marinha e da Força Aérea. Pela Marinha estão presentes o Costa Correia, Almada Contreiras, Vidal Pinho, Pedro Lauret. A discussão arrasta-se durante toda a noite e madrugada, com grande número de intervenções, perante as quatro alternativas então apresentadas: I. Pedir colectivamente a demissão de oficial do Exército. 2. Ausentar-se do Serviço, mantendo-se fora do aquartelamento. 3. Permanecer no Quartel ou Estabelecimento sem desempenhar quaisquer funções. 4. Fazer, colectivamente, uso da força. Tendo vencido a primeira alternativa, redigem-se dois documentos sem data (um apresentado colectivamente e outro individualmente), entregues à Comissão do Movimento que os guardaria com vista a posterior utilização, o que nunca se verificou visto que os decretos não entraram em vigor. É elaborado um boletim informativo pela Comissão do Movimento.


1973 
Outubro, 6 
 

 
Movimento dos Capitães. Comissões.
Reunião do Movimento dos Capitães, tendo-se constituído uma comissão coordenadora e mais três comissões - consultiva, de ligação e ultramarina.


1973 
Outubro, 7 
 

 
Forças Armadas. Legislação Estado Novo.
É enviada, pela 1.ª a Repartição do Estado-maior do Exército, a todas as unidades, uma circular anunciando a decisão de estudar caso a caso a situação dos oficiais abrangidos pelos decretos, o que, na prática, representa a sua suspensão.


1973 
Outubro, 12 
 

 
Tentativa Golpe Kaulza.
Reunião do Movimento em casa de Salgueiro Maia, em Santarém. Sousa e Castro, Freire Nogueira e Rosado da Luz referem os contactos estabelecidos com o coronel Frade Júnior, amigo do general Kaúlza de Arriaga, em que este último procura obter o apoio do Movimento para o seu projecto de tomada do poder.


1973 
Novembro, 15 
 

 
Reunião da Casa da Cerca
Reunião do Movimento dos Capitães (alargada a tenentes-coronéis e outras patentes mais altas) na Casa da Cerca, em S. Pedro do Estoril. Participam 45 oficiais representantes das principais unidades do país. Inicia-se assim uma segunda fase do Movimento, marcadamente política. O tenente-coronel Luís Banazol faz uma intervenção ousada: «[ ... ] Não tenhamos ilusões: o governo só sai a tiro e os únicos capazes de o fazer somos nós, mais ninguém!».


1973 
Novembro, 24 
 

 
Tentativa Golpe Kaulza.
Henrique Troni, enviado por Kaúlza, fala com Hugo dos Santos, tentando convencê-lo da necessidade de apoiar o projecto de Kaúlza de Arriaga.


1973 
Novembro, 29 
 

 
Movimento dos Capitães.
Reunião de Óbidos do Movimento dos Capitães É eleita a comissão coordenadora.


1973 
Dezembro, 1 
 

 
Tentativa Golpe Kaulza.
O coronel Frade Júnior, enviado do general Kaúlza de Arriaga, faz entrega aos representantes do Movimento de Capitães ex-cadetes (Sousa e Castro e Tenente Nogueira) de um documento, que estes levam à subcomissão de Estudos de Situação, sobre a actuação deste na Abrilada de 1961, com o objectivo de provar a sua efectiva vontade de derrubar o regime. Em paralelo com esta actuação junto dos ex-cadetes, dois coronéis muito próximos de Kaúlza encontram-se com vários líderes dos milicianos, comprometendo-se a solucionar o seu problema se eles dessem o seu apoio a um golpe militar de direita.


1973 
Dezembro, 3 
 

 
Reunião alargada da Comissão Coordenadora na Costa da Caparica.
Presentes, além dos elementos da Comissão, Eurico Corvacho, Tomás Ferreira, Ataíde Banazol e Vasco Gonçalves. Trabalha-se a terceira hipótese saída da reunião de Óbidos. É aprovada por maioria uma proposta que consiste em «continuar a apresentar ao govemo reivindicações de carácter exclusivamente militar, e com a maior realidade, mas de natureza tal que o executivo não tenha possibilidades de as satisfazer, originando-se assim uma forma de pressão que, na melhor das hipóteses, leve à demissão do próprio governo, e, na pior, ao devido encaminhamento para a primeira hipótese». É eleita a direcção da Comissão Coordenadora, que irá manter-se até 25 de Abril. Constituem-na Vasco Lourenço (organização intema e ligações), Vítor Alves (orientação política) e Otelo Saraiva de Carvalho (secretariado). A eles ficam ainda associados Hugo dos Santos e Pinto Soares.


1973 
Dezembro, 5 
 

 
Tentativa Golpe Kaulza.
Contacto do Movimento dos Capitães com os generais Costa Gomes e António de Spínola, que são alertados sobre as intenções de Kaúlza de Arriaga.


1973 
Dezembro, 16 
 

 
Tentativa Golpe Kaulza.
O major Carlos Fabião, na altura a frequentar um curso para oficiais superiores no Instituto de Altos Estudos Militares, denuncia publicamente um golpe de extrema-direita, preparado por Kaúlza de Arriaga (apoiado ainda por Silvino Silvério Marques, Luz Cunha e Henrique Troni), com a finalidade de «abater» Costa Gomes e António de Spínola. As unidades são alertadas para não tomarem parte em qualquer tentativa de golpe que alegadamente surja como sendo da responsabilidade do Movimento.


1973 
Dezembro, 17 
 

 
Graves acontecimentos em Moçambique.
Assalto a uma fazenda de brancos e forte reacção dos fazendeiros e agricultores de Vila Pery. As manifestações da população prolongam-se por vários dias, atingindo a sua maior gravidade na noite de 17 para 18 de Janeiro, com insultos às Forças Armadas perante a passividade das forças policiais e a inoperância das autoridades civis e militares. Nestes acontecimentos verifica-se a implicação directa de Jorge Jardim, apoiado por elementos da PIDE/DGS.


1974 
Janeiro, 14 
 

 
Graves acontecimentos em Moçambique.
Manifestação da população branca da zona centro de Moçambique, em especial na cidade da Beira, contra as Forças Armadas e os militares, com confrontos físicos e alguns feridos.


1974 
Janeiro, 17 
 

 
Movimento dos Capitães. Moçambique.
Abaixo-assinado elaborado pela comissão regional do Movimento dos Capitães na Beira (Moçambique), sobre os últimos acontecimentos.


1974 
Janeiro, 27 
 

 
Movimento dos Capitães. Comissões.
Reunião da Comissão Coordenadora em casa de Marcelino Marques. É alargada a outros elementos de confiança, a nível de tenente-coronel e de coronel. Estão presentes, pela primeira vez, Garcia dos Santos, Costa Brás e Melo Antunes. Após ampla discussão do projecto de Programa elaborado por José Maria Azevedo, e já aprovado pela Comissão Coordenadora, este é rejeitado por unanimidade. Em consequência, é eleita uma comissão encarregada de nova redacção. Constituem-na Costa Brás, Melo Antunes, José Maria Azevedo e Sousa e Castro. Foram ainda devolvidos ao Secretariado, para destruição, os exemplares do documento discutido.


1974 
Fevereiro, 5 
 

 
Movimento dos Capitães. Preparação da Reunião de Cascais.
Reunião do Movimento em casa do capitão Seabra. Presentes representantes dos três ramos das Forças Armadas. Discute-se o programa a apresentar. Os representantes da Marinha (Almada Contreiras, Pedro Lauret, Costa Correia e Vidal Pinho) fazem questão de afirmar que só se vinculariam a um programa político progressista, aceitando estar em Cascais como observadores. É elaborado o 1.º Documento Político Programático: "O Movimento as forças Armadas e a nação". Os representantes da Força Aérea manifestam a sua discordância com a solução preconizada para o problema colonial.


1974 
Março, 3 
 

 
Movimento dos Capitães. Reunião de Cascais.
Plenário de Cascais do Movimento de Oficiais das Forças Armadas, em que é aprovado o documento "o Movimento, as Forças Armadas e a Nação».


1974 
Março, 5 
 

 
MFA. Reuniões.
Reunião da Comissão Coordenadora, em casa de Luís Macedo, alargada a outros elementos do Exército e representantes da Marinha e da Força Aérea. Forma-se uma Comissão Política do Movimento, constituída por Vítor Alves, Almada Contreiras, Vasco Gonçalves e Costa Brás. Como reacção às transferências compulsivas foi decidido sequestrar dois dos militares transferidos, evitando que se cumprissem as ordens ministeriais, e realizar, pelas 16 horas do dia seguinte, uma manifestação de protesto de oficiais junto ao Ministério do Exército. Dado o estado de prevenção em que entraram as unidades, esta manifestação não chegou a realizar-se.


1974 
Março, 8 
 

 
MFA. Represálias.
Pinto Soares acompanha, em nome do Movimento, os dois oficiais sequestrados, Vasco Lourenço e Ribeiro da Silva, ao Quartel General da Região Militar de Lisboa, tentando obter com a sua entrega a anulação dos despachos de transferência. Em resultado desta operação ficam os três presos no Forte da Trafaria.


1974 
Março, 9 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Reunião de alguns militares, em casa de Casanova Ferreira, para elaborar um «Plano de Operações». Presentes Otelo Saraiva de Carvalho, Casanova Ferreira, Manuel Monge, José Maria Azevedo, Geraldes, Luís Macedo e Garcia dos Santos.


1974 
Março, 12 
 

 
Brigada do Reumático.
Marcelo Caetano recebe Costa Gomes e António de Spínola, que lhe vão dar conta das razões por que não iriam comparecer à cerimónia do dia seguinte. Marcelo Caetano informa-os de que «nesse caso seriam destituídos».


1974 
Março, 13 
 

 
Reunião Oficiais de Marinha.
Reunião no Clube Militar Naval de 130 oficiais da Armada, que se solidarizam esmagadoramente com os oficiais do Exército presos.


1974 
Março, 13 
 

 
Forças Armadas. Demissões.
São anunciadas as demissões dos generais António de Spínola e Costa Gomes, e do almirante Bagulho. O lugar de António de Spínola é suprimido e Joaquim Luz Cunha ocupa o de Costa Gomes.


1974 
Março, 14 
 

 
Acção Spinolista.
Reunião de Spínola com alguns oficiais da sua confiança, em que se planeiam as acções futuras do movimento e em que é referido o dia 19 de Março como a data do golpe.


1974 
Março, 15 
 

 
Forças Armadas. Demissões.
Demissão dos generais Costa Gomes e Spínola dos cargos de Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas e de vice-CEMGFA, respectivamente.


1974 
Março, 15 
 

 
MFA. Represálias.
Embarque de Vasco Lourenço para Ponta Delgada e de Ribeiro da Silva para o Funchal


1974 
Março, 15 
 

 
Pronunciamento das Caldas.
Os capitães do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, tomam o comando do Quartel e de madrugada avançam sobre Lisboa, sob o comando do capitão Armando Ramos. É a única unidade a sair, numa acção descoordenada e na sequência da qual são presos cerca de duzentos militares, entre os quais Almeida Bruno, Manuel Monge, Casanova Ferreira, Armando Ramos e Virgílio Varela.


1974 
Março, 16 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Encontro de Otelo Saraiva de Carvalho com Vítor Alves e Melo Antunes, tendo ficado este encarregue da redacção de um programa político, a partir da circular 2/74 e do manifesto «O Movimento, as Forças Armadas e a Nação», mas que aclarasse o sentido político e pormenorizasse os objectivos do Movimento.


1974 
Março, 18 
 

 
Melo Antunes.
O Maj. Melo Antunes, em véspera da sua partida para os Açores, passa o seu contacto com Álvaro Guerra ao Cap.Ten. Almada Contreiras.


1974 
Março, 22 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Reunião de alguns membros do Movimento em casa de Vítor Alves. Presentes elementos dos três ramos das Forças Armadas: Melo Antunes, Otelo Saraiva de Carvalho, Hugo dos Santos, Almada Contreiras, Pedro Lauret. Melo Antunes dá a conhecer a primeira versão do programa político do Movimento, que merece a aprovação de todos os presentes. Devido à sua partida para os Açores, entrega nessa mesma noite o documento a Vítor Alves, para o trabalhar com o gabinete escolhido para o efeito. Combina ainda com Otelo Saraiva de Carvalho um telegrama em código que o informe do início das operações


1974 
Março, 22 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Última reunião da Comissão Coordenadora do Movimento, em casa do capitão Candeias Valente. Otelo Saraiva de Carvalho assume a responsabilidade de elaborar um plano de operações e de preparar a acção a desencadear. O golpe é marcado para o período de 22 a 29 do mês seguinte. Vítor Alves fica encarregado da direcção política. Decide-se ainda interromper qualquer contacto por circular, bem como as reuniões da Comissão Coordenadora.


1974 
Março, 24 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Otelo Saraiva de Carvalho trabalha na elaboração do Plano de Operações. Para conhecer a «organização do inimigo» são preciosas as informações que Vítor Alves, Sanches Osório, Franco Charais e Costa Brás conseguem no Estado Maior do Exército, onde estão colocados. Chegam-lhe às mãos o «quadro da orgânica operacional da PSP», os «quadros da Força de Intervenção do Exército» e das «Forças de Reserva do Governo» existentes em todo o país, o «dispositivo das forças da Legião Portuguesa do Continente» e, finalmente, as mais recentes movimentações de material de guerra (incluindo meios de transmissões) pelas unidades do Exército. Obtém ainda importantes informações sobre a GNR, através de Fernando Bélico Velasco, oficial colocado no Comando Geral da Corporação.


1974 
Abril, 1 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
Realiza-se a primeira de uma série de reuniões nas casas de Hugo dos Santos, Vítor Alves e Almada Contreiras com vista à elaboração final e discussão do Programa do Movimento. Irão participar nas reuniões: pelo Exército Costa Brás, Franco Charais, Vítor Alves e José Maria Azevedo, pela Marinha Vítor Crespo, Almada Contreiras e Pedro Lauret


1974 
Abril, 1 
 

 
MFA. Guiné.
Informação do Movimento de Oficiais da Guiné à comissão de Lisboa, de que está preparado para assumir a iniciativa do movimento, caso seja necessário.


1974 
Abril, 13 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
Carlos Morais contacta de novo António de Spínola, a quem entrega a segunda versão do Programa do Movimento, já com as suas sugestões, com excepção da constituição de um Governo Militar. Informa ainda que é intenção do Movimento, em caso de vitória, entregar a Presidência da República a Costa Gomes e a António de Spínola a chefia do Estado-Maior-General das Forças Armadas


1974 
Abril, 13 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
Encontro de António de Spínola com Carlos Morais, a quem entrega o Programa Político com ligeiras alterações, bem como os dois novos documentos e ainda um gráfico com o escalonamento, por fases, do desenvolvimento do processo político e um organograma dos órgãos de Estado. Nesse organograma encontram-se no mesmo plano hierárquico o primeiro-ministro e o CEMGFA, como resultado de uma total separação dos poderes político e militar.


1974 
Abril, 14 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
É autorizada pelo Estado Maior do Exército a montagem de uma linha telefónica militar directa entre a Escola Prática de Transmissões, à Graça, e o Regimento de Engenharia n° 1, na Pontinha, após proposta efectuada por Garcia dos Santos. Uma equipa chefiada pelo furriel Cerdoura, em trabalho extenuante, montou a linha em menos de vinte e quatro horas.


1974 
Abril, 15 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
Reunião do Movimento em casa de Simões Teles. Presentes Vasco Gonçalves, Vítor Alves, Almada Contreiras, Franco Charais, Pedro Lauret e Vítor Crespo. Objectivo: concertar as sugestões da última lista de nomes para o Governo com António de Spínola. Decidiu-se pressionar este último no sentido de aceitar os nomes sugeridos pelo Movimento: Raul Rego, Miller Guerra e Pereira de Moura, propostos respectivamente por Vasco Gonçalves, Vítor Crespo e Almada Contreiras.


1974 
Abril, 15 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Conclusão do plano de operações do Movimento das Forças Armadas.


1974 
Abril, 16 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Início das reuniões de Otelo com delegados das unidades para distribuição das missões previstas no plano de operações (Unidades do Norte). Otelo Saraiva de Carvalho reúne-se com Eurico Corvacho e Gertrudes da Silva, aos quais distribui missões e fornece todos os elementos constantes da Ordem de Operações.


1974 
Abril, 17 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Otelo Saraiva de Carvalho encontra-se com Alexandre Aragão, representante do Movimento em Bissau, a quem informa do plano previsto e com quem combina uma alternativa de acção, caso o Movimento venha a falhar em Lisboa. A alternativa consistia na execução do plano já preparado pelo MFA da Guiné, que previa a neutralização de todos os comandos que se opunham ao Movimento e a abertura de negociações com o PAIGC vinte e quatro horas depois da acção em Portugal.


1974 
Abril, 18 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Reunião de Otelo com delegados das unidades do Centro e também com um delegado da Guiné, com quem combina uma acção alternativa do movimento, no caso de o golpe falhar em Lisboa.


1974 
Abril, 18 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Reunião de Otelo com delegados das unidades do Sul.


1974 
Abril, 19 
 

 
MFA. Preparativos Políticos.
Completados os três textos políticos: Programa do Movimento das Forças Armadas, Protocolo Secreto a assinar pela Junta de Salvação Nacional QSN) e pelo MFA, o que não veio a ter lugar, e Proclamação do Movimento ao País.


1974 
Abril, 21 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Contactos do Movimento com elementos dos Emissores Associados de Lisboa e com a Rádio Renascença, para a transmissão de duas senhas através da rádio: «E depois do Adeus» de Paulo de Carvalho e «Grândola Vila Morena» de Zeca Afonso.


1974 
Abril, 22 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Ao final da manhã, Álvaro Guerra, enviado por Almada Contreiras, encontra-se com Carlos Albino e comunica-lhe que o Movimento precisa de utilizar o programa «Limite», na madrugada do dia 25, para emitir o sinal de código para o desencadear das operações militares. O Movimento propõe a canção de José Afonso Venham mais cinco para funcionar como código. Carlos Albino sabe que essa é uma das músicas censuradas internamente na Rádio Renascença. Sugere outras alternativas, entre elas Grândola, Vila Morena


1974 
Abril, 23 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Reunião no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha, entre Otelo Saraiva de Carvalho, Garcia dos Santos e Jaime Neves. Fica pronto o Posto de Comando.


1974 
Abril, 23 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
No início da manhã, Álvaro Guerra comunica a Carlos Albino a escolha definitiva da Grândola como senha nacional e a hora da sua transmissão no programa «Limite»: das 0h 20m para as 0h 22m. Carlos Albino contacta outro elemento da equipa do «Limite», Manuel Tomás. Por precaução e para evitar atrasos e imprevistos na emissão da senha, fazem todas as diligências necessárias à gravação de um alinhamento de programa com cerca de 10 minutos em que a leitura da primeira estrofe da Grândola aparecia ligada à leitura de outros textos. Pedem a um dos locutores habituais do «Limite», Leite de Vasconcelos, que grave esse alinhamento de textos, mas mantêm segredo sobre o verdadeiro destino dessa gravação.


1974 
Abril, 24 
 

 
MFA. Preparativos para a Acção.
Organização do posto de comando do MFA em Engenharia 1, na Pontinha.


1974 
Abril, 24 
 


24 de Março de 2017
 

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